Segunda edição do evento reuniu profissionais para discutir cultura, comunidades e a construção de marcas em um mercado globalizado.
Como construir marcas que atravessam fronteiras e se conectam com diferentes públicos? Essa pergunta norteou a segunda edição do Fala Ícone!, realizada na ESPM com o tema “Marcas icônicas que atravessam fronteiras”.
A programação abordou entretenimento, mídia e cultura pop; moda e estilo de vida; propósito, brasilidade e escala global. O encontro também trouxe trajetórias de ex-integrantes da Ícone e suas experiências no mercado de branding.
Entre as discussões, um ponto ganhou destaque: a força da cultura brasileira e sua influência nas estratégias de comunicação das marcas.
Brasilidade como força na comunicação das marcas
Para Brunno Maceno, VP de Conteúdo e Influência da Jota, os briefings de marcas globais que chegam ao Brasil precisam considerar as particularidades do país. Isso significa reconhecer uma maneira própria de se comunicar e adaptar as estratégias ao contexto local.
Carolina Cavalcante, professora de Branding e coordenadora da Ícone, agência experimental de branding da ESPM, destacou a presença brasileira no consumo de comunicação digital e na criação de formatos como os memes. Para ela, as marcas que compreendem essa dinâmica conseguem estabelecer conexões mais próximas com o consumidor.
Um dos exemplos apresentados foi o Duolingo. Sob a atuação de Bruno, a marca desenvolve conteúdos que dialogam com seu público e exploram uma linguagem própria nas redes sociais.
As comunidades pautam a conversa
A participação do público também esteve no centro do debate. Para Brunno, a comunicação precisa circular entre as pessoas e despertar um sentimento de pertencimento.
“As pessoas querem se sentir parte do que estão consumindo, querem fazer parte de uma comunidade”, afirmou.
Nessa dinâmica, as comunidades influenciam os assuntos que ganham espaço na comunicação das marcas. Escutar o público e compreender suas conversas tornam-se etapas fundamentais do processo criativo.
A adaptação dos briefings globais ao Brasil passa, portanto, pela compreensão da cultura local. Para gerar identificação, as marcas precisam dialogar com os interesses, os repertórios e as experiências de sua audiência.
Entender a cultura é o diferencial do branding
Bruno Sabino, diretor de marketing do Canva e ex-aluno da ESPM, destacou que entender a cultura é o primeiro passo para entender a marca. Em sua visão, branding e cultura caminham juntos, exigindo atenção às particularidades de cada mercado.
Essa compreensão também depende da experiência fora das telas. Betto Alves, estrategista em comunicação, marketing e pessoas da ZimmermannPro, ressaltou a importância de observar o cotidiano, frequentar os espaços e manter contato com as pessoas.
“É importante lembrar de sempre voltar para o humano. A vida acontece de humano para humano”, afirmou.
Julia Marques, da CazéTV, reforçou a importância de compreender a cultura, dialogar com o público e acompanhar o que acontece ao seu redor. Esses movimentos ajudam as marcas a participar das conversas e a construir vínculos com suas comunidades.
O Fala Ícone! aproximou estudantes e profissionais em uma discussão sobre os desafios contemporâneos do branding, conectando a formação acadêmica às experiências do mercado.
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