ESPMídia 2026: onde a comunicação vira experiência

Como a inteligência artificial transforma a publicidade? Quais diferenciais um publicitário precisa desenvolver para construir uma carreira em um mercado que exige inovação e criatividade? O que esperar da comunicação nos próximos anos?

Essas foram algumas das questões discutidas por profissionais do mercado na primeira edição do ESPMídia, evento do núcleo Arena Mídia da ESPM, que aproximou estudantes e convidados em conversas sobre os desafios e as transformações da publicidade.

Marcas, algoritmos e a disputa pela atenção

Em um cenário em constante transformação, construir marcas relevantes vai além de definir posicionamento e identidade. A personalidade da marca tornou-se parte fundamental da estratégia: em meio a tantas mensagens, autenticidade e capacidade de criar conexão fazem diferença na conquista da atenção do público.

Ao mesmo tempo, os algoritmos passaram a influenciar grande parte do alcance dos conteúdos. A lógica da comunicação mudou: não basta criar uma boa campanha; é preciso entender como cada conteúdo circula, a quem chega e em qual contexto é consumido.

Novo mercado, novas soluções

Nesse ambiente, o mercado publicitário precisa de narrativas mais leves, criativas e relevantes, capazes de gerar identificação e engajamento. A autenticidade ganha ainda mais valor em um momento em que tecnologia, inteligência artificial e dados avançam em velocidade acelerada.

Durante o ESPMídia, os painelistas discutiram o desafio de equilibrar dados e sensibilidade, tecnologia e criatividade, performance e construção de marca.

Outra questão central foi a necessidade de pensar a publicidade para cada ecossistema. Cada plataforma tem sua linguagem, seus comportamentos e sua própria dinâmica de atenção. Por isso, a comunicação precisa considerar as particularidades de cada canal.

A tecnologia pode ajudar a entender o público, os dados podem indicar caminhos e os algoritmos podem ampliar ou limitar o alcance. Mas a criatividade, a personalidade e a autenticidade continuam fundamentais para fazer uma marca ser lembrada.

Um público que também quer participar

Para Joubert Brito, professor e mentor do núcleo Arena Mídia, vivemos um grande paradoxo da mídia contemporânea: nunca disputamos tanto a atenção das pessoas e nunca essa atenção esteve tão fragmentada.

Em um cenário de excesso de estímulos, entender o que motiva o consumo de conteúdo tornou-se essencial para o profissional de comunicação. O público não quer apenas assistir: quer participar. Além de entretenimento, busca informação e conexão.

Trocas entre estudantes e profissionais do mercado

A professora de mídia Gabrielle Fulcherberguer destacou o envolvimento dos estudantes e a aproximação com os convidados:

“Foi muito especial fazer parte da primeira edição do ESPMídia. O evento foi incrível. Casa cheia, alunos engajados, atentos, fazendo perguntas e querendo continuar a conversa com os convidados mesmo depois do fim dos painéis. Tivemos grandes nomes do mercado, ativações de marcas parceiras e, principalmente, muita troca. Ver essa aproximação acontecendo de verdade e perceber o quanto os alunos aproveitaram cada momento mostrou a força e a importância dessa iniciativa.”

Entre debates, perguntas e ativações de marcas parceiras, a primeira edição do ESPMídia conectou a formação acadêmica às discussões do mercado de comunicação.

E essa foi só a primeira edição. Vem muito mais por aí.