Grande Prêmio de São Paulo: muito mais que um evento esportivo

Laura Portella Braz (estudante) / Líbia Macedo (mentora)
Arena Eventos

Faz tempo que o Grande Prêmio de São Paulo vai muito além da corrida. A história do evento no Brasil começou em 1972, mas foi somente em 1973 que a prova passou a integrar o Campeonato Mundial de Fórmula 1. Desde então, muita coisa mudou e, além da competição, as experiências de marcas ganharam espaço no Autódromo de Interlagos.

Faltam menos de 30 dias para a edição de 2026 do GP de Fórmula 1 em São Paulo, que acontece de 6 a 8 de novembro. Enquanto os fãs se preparam para ver os pilotos nas pistas, também cresce a expectativa sobre o que as marcas vão preparar para o público.

O impacto do GP de São Paulo na cidade

Em 2025, o evento registrou público acumulado de 303.627 pessoas ao longo de três dias em Interlagos. Mas o impacto não fica restrito ao autódromo: muitas dessas pessoas também circulam pela cidade.

Segundo levantamento divulgado pela Prefeitura de São Paulo, 40% do público veio de outros estados brasileiros, 18% do interior ou da região metropolitana de São Paulo e 17% do exterior. De acordo com estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em dados da Secretaria Municipal de Turismo e do Observatório do Turismo da SPTuris, o impacto econômico total do evento chegou a R$ 2,3 bilhões.

Experiências e ativações de marcas

Essas pessoas vão ao GP não apenas para assistir aos treinos e à corrida, mas também para aproveitar a programação oferecida pelos patrocinadores, que inclui shows, simuladores, tirolesas e diversas ativações de marcas. Essas experiências criam oportunidades de interação e podem gerar memórias associadas às empresas.

Para as marcas, os megaeventos esportivos representam uma oportunidade de transformar patrocínios em pontos de contato com o público. Os intervalos entre as sessões de treino, os espaços de camarote e toda a atmosfera de celebridades e entretenimento criam diferentes possibilidades de ativação, como degustação de produtos, experimentação, distribuição de brindes e experiências interativas.

Marcas que participaram do GP em 2025

Em 2025, algumas empresas aproveitaram o GP para ir além da exposição tradicional de suas marcas. Confira algumas iniciativas:

  • Heineken Village: o espaço da marca dentro do autódromo reuniu tirolesa, apresentações de DJs e outras atividades de entretenimento. A proposta trouxe um clima de festa, permitindo que até quem não é tão apaixonado por automobilismo aproveitasse a atmosfera do evento com uma experiência próxima à de uma balada.

  • Claro: na Fanzone, o desafio “Tempo de Reação – Velocidade 5G” convidava os visitantes a testar seus reflexos, aproximando a tecnologia da marca do universo da velocidade.
  • Doritos: a ativação “Crunch Radio” permitia que os fãs simulassem a comunicação por rádio das equipes de corrida. A proposta dialogava diretamente com quem acompanha mais de perto os detalhes e as estratégias da Fórmula 1.
  • KitKat: a marca apostou em ações ligadas ao piloto brasileiro Gabriel Bortoleto, que patrocina. Entre as iniciativas, criou uma promoção com ingressos para o GP, acesso ao Paddock Club e um encontro com o piloto entre as premiações.

A experiência para além do autódromo

As ações mostram que existem diferentes maneiras de integrar uma marca à experiência de um evento. Enquanto a tirolesa e os desafios convidam o público a participar diretamente, o envelopamento dos trens da Linha 9–Esmeralda pela Duracell ampliou a presença visual da comunicação para além do autódromo.

Essa diferença é importante: uma ativação participativa estimula a interação direta com a marca, enquanto uma intervenção urbana funciona principalmente como mídia e ambientação. Assim, a experiência do GP pode começar antes mesmo de o público chegar ao autódromo.

Expectativas para o GP de São Paulo 2026

Outro ponto que marca a temporada de 2026 é o retorno da Fórmula 1 à programação da Globo, que adquiriu os direitos de transmissão da categoria no Brasil de 2026 a 2028.

Para as empresas, isso reforça a importância de pensar no evento como uma experiência que não começa na arquibancada nem termina com a bandeirada final, mas também acontece pelas ruas, redes sociais, camarotes e TV.

Com a edição de 2026 se aproximando, vale observar as iniciativas das marcas, verificando como elas pretendem aproveitar essa combinação de esporte, entretenimento e comunicação. Afinal, em um evento como o GP de São Paulo, a corrida é a grande atração, mas tudo o que acontece ao redor dela também pode fazer parte da experiência que o público leva para casa.